A excelência da vontade

Rebolar por onde nos deixa escorregar o corpo e pensando no longo divertimento, fantasiado e permissivamente agora nos píncaros de uma corola escondida no rés-do-chão, num apetite sem razão, colhemos o aroma e a pele distingue-se da avaliação do ter que partir de uma coisa boa. Sonhar pelas tardes e esperar sem demora, pelos campos de trigo, oscilando mais as mãos, levemente estudando o sono da natureza, cujo olhar é visto pela ceifa do homem, que necessita de se alimentar e amar a sua terra, cultivando as raízes de um sentir limpo e puro, às condições de ter tanto que fazer e pensar, para depois, não poder evitar o seu próprio sono.
Seguindo as luas e tocando o presente, a excelência da moral não se extingue com siglas, nem somando mortes ou acrescentando certas genealogias, pois que nada está escrito, já sabemos, então o acossar da liberdade, ali num lugarejo perto de um ribeiro farto com uma casinha e a nossa mulher por companheira, na especialidade de um conceito simples como objectiva é a voz que me impele a isso e outra que adia. A noite também tem fim, mas o dia tem nomes vários e quem toma o turno de um solitário? Os sinais assinalam que a história adivinha-se numa procura de que há a fazer ao mesmo tempo que a produção social incompreendida por ignorância do vulto que pára para pensar, mas fóbicamente detido não pode mais que esperar essas luas, pedindo a si mesmo, a regularidade orgânica e um sonho no feminino, que por labuta teimosa, é a sua meta de sempre. Poderá ser a questão a definir ou temos forças contrárias, que se encontram e fazem de mim, um pensamento com conjuntivite. O conselho apropriado, está na lucidez e na sua simpatia pela vida…