De Um Adeus Regular, romance de Eduardo Alexandre Pinto

Unic lia uma fanzine do Outono de 1986, a ‘Da Frente’, que comprara numa livraria ao Chiado, que hoje é uma loja de luxo. Estava num banco de jardim, ali ao Parque Eduardo VII.Por trás, tinha o Hotel Meridien, de frente a confluência para a Estufa Fria. Costumam estar putas por ali, os jardineiros do parque, camionetas que vêm dos subúrbios, transeuntes daqueles das 9 às 5, alguns velhos. Parou para ler este texto de um diário de Laurie Anderson: “Enquanto espero o meu almoço apressado, aproveito para me desembaraçar destas linhas, há muito que não pegava na caneta (pausa para as vitaminas).

Hoje acordei com uma disposição anormal. Levantei-me cedo e sentia-me bem, como que depois de algumas horas de sauna.

Colei o nariz ao vidro, estação de paixões e alergias, pela primeira vez este ano, senti a Primavera. Não que tivesse dormido bem, de facto passei o tempo todo às voltas (outra vez a porcaria dos excitantes) depois de noites como esta é quando me sinto melhor, é como saísse de um turbilhão esclarecedor.

6 horas de sono, o sonho e o barulho – lá fora. Passo de um estado ao outro, reviro-me e de manhã acordo com a cara de ontem e mais um palmo de olheiras. Por falar nisso, hoje o espelho revelou-me umas quantas verdades, mostrou-me nua como eu gosto, quase transparente. O espelho, é a única coisa com que me dou bem de manhã, não me aborrece, não me pergunta nada. Fico em frente dele muito tempo às vezes especada-fascinada. Só nos separamos quando apago as nódoas, quando tapo as brechas e os becos desagradáveis.

Sinto-me sempre feia de manhã.

Depois de noites como esta é quando estou melhor, um bocado cinzenta as rugas que se alongam. Adoro este rosto estampado n’outro mundo.

Maquilhei o personagem para hoje, enfiei a camisola de riscas azul e branca. Marinheiro ressacado.

Lá fora, apetecia-me andar aos saltos e andei. Tinha sido tudo lavado…

A fumarada, a distorção dos rostos, o tédio, tudo brilhava como metal polido. Que sensação!

Apetecia-me respirar a rua em plenos pulmões, tirar proveito da desordem. Sentia-me no meio, pertencia às esquinas

às montras

às sarjetas

Esta cidade é um cubo de arestas cinzentas

é a linha cinzenta

15-4-85 L.A.

Unic fumava e leu mais do diário dela: “Mais um balanço matinal, pôr nesta hora as sensações em ordem até chegar o sono. Quando penso, deixo tudo preso por cordões finíssimos e escrevo antes que tudo se limite a nós.

A noite começou tarde como as outras, uma festa igual onde estive, um estúdio abafado em tequilla e ritmos tropicais, as caras do costume e outras mais jovens em grande entusiasmo. Excitam-me sempre, o colorido, as roupas estampadas no fim do mundo com flores agressivas. Bebi até aquele ponto certo, o suficiente para me desorientar e me sentir simpática. Nestes momentos falo sempre demais. Acabei por amanhecer com um amigo antigo daqueles com quem se inventa enquanto se fala, sem direcção alguma.

Abrimos cicatrizes, comparámos a virgindade das épocas sempre iguais mas cada vez mais espessas.

Dantes o belo era o belo, existiam padrões e os poetas viviam entre a súplica e os êxtases de verde e de céu. Agora não se pode ser nada que tenha nome, já não existem bálsamos, mas também é um prazer dar vida nova à palavra, movimentarmo-nos no meio de equações plásticas.

Tenho necessidade de algo que me justifique continuamente. A tranquilidade habita apenas o meu núcleo, tudo o resto é ventania, excesso, paixões inacabadas. Adoro estas conversas de fim de noite arrastadas pela cauda do cansaço.

Ele adormeceu como um pedregulho que cai num poço, eu saí, pé ante pé, depois de o beijar. Não deu por nada. Na rua estava frio, até chegar a casa senti-me como a sombra de um cão abandonado.

L.A.

Pouco depois, parte para a cidade a descoberto. Unic cantarolava: ’some girls are bigger than others, some girls mothers are bigger than other girls mothers’ e uma lata foi dirigida ao pontapé até ao Marquês. Já se notavam domadores e atiradores de facas, no estar consigo, pensou Unic, dentro do metro da Rotunda. Estação carregada, de longos túneis sombrios, onde Unic, por vezes ficava bastante tempo a escutar um cego que tocava acordeão.

https://www.amazon.com/Um-Adeus-Regular-Romance-Portuguese/dp/1517301297/ref=sr_1_16?s=books&ie=UTF8&qid=1477910638&sr=1-16&keywords=eduardo+alexandre+pinto

 

Wilhelm Reich voted for the conservatives as if they could increase some new path into what is of our concern, meaning Life. In Usa.
What took place was History being never a decal of conduct into the sucession of the days and he stated that we must be scientific and never political regarding Orgonomy.
More wars came and they dont stop.
So many people everywhere write, paint, film but do they stop to help someone in need? My students have developped into their life growing as humans but they lack loyalty.

I think that we must find a place where love can be a real echo.

Stars and a life path away from free-thinkers

My father took me away from “Príncipe Real” a quarter in Lisbon, where a free-thinker used to spemd his time. He feared that this man called Agostinho da Silva would had influence on my sensitive soul. So we moved into a appartment where I had a room with a view into a beautiful garden. In my first ten years in there, I use to make telepathic contacts. Later in the Fall of 2011, I saw the Planet Diamond emiting stars. Does anyone has ever saw stars being emmited?

Holly words of the inner speech

Rural spots such as the sexual life of insects, conduct the esteem perusing at the land and mitigating the smooth feeling which answers to the windy spirit known as work. The impetuous alliance upon world citizens conceals emotions in crowd acts but sometimes masses are moving by influence and go with the flow. Rivers know the mystery something in the shape of energy, this fountain of hope obliges all conducts to survey the immanent love as demand of natural needs. There is something near the window where I stood to perceive my garden from a room where my father has put me in to learn about introspection and to prepare my smile upon the holly words of the inner speech, hours and hours as recommendation for adventure. My adventures have took me into different hours, I among others, we used to dig deeper in dynamic creations often ending in love making or mountain climbing so much before from our rooms where we have had created the provisions for the future. No one has died from it in memory, we were going where the confessions of energy would shine forever but of course the glorious lanes were calm friends of pedestrians like feelings being in motion with the limits of what secures attention. The disposition of my generation intercepted the activity of a deep violet scene, we had white wings and we danced like ink answering shyness, like an eye game played endlessly with selected aspects of generosity into the world.

Jesus and Mary Chain - Happy Place
From the album Barbed Wire Kisses

CAPO ON 2'ND FRET

Intro: (relative to capo)

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4--2-----2-4--4-2-2----2--| x3
------4-------------4-----|
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4--2--4--2-6--6-4-4-2-----2|
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A
I'm going back to a happy place
B
All my life I've lived to taste
D              E              A     E
Someone else's flavours on my tongue

A
Cherry take me back to the start of it all
      B
Where everyone's up then everyone falls
D             E                  A     E
Almost could destroy me with her kiss


A               B
Oh, I wish that I could feel
      D
And I feel too real
              A     E
For this grey moat
    A                B
And me, I'm drifting like the sun
        D                A     E
Down on everyone, the TV sky


A
Save me
         B
Come and save me
        D
Come on touch me
            E
Come on and touch me
        A
Come on hold me
            B
Come on and hold me


  D                 E                A    E
I live my life for something I can't see
D               E            A
Let me take you in my summer dream